Depois de um dia exaustivo de trabalho, muitas pessoas não veem a hora de chegar em casa para, enfim, gozar de merecido descanso, não é? Em partes. Eu, por exemplo, não estou nem um pouco empolgada em voltar para casa. Antes de pensarem que uma crise conjugal se instalou em minha vida, refuto, então, rapidamente: a bem da verdade, o que me espera em casa é uma pilha de roupa a ser passada. Maria, a minha estimada secretária do lar (uau!!! ela adoraria ouvir isso) está em tratamento médico. Nunca, em minha insignificante vida, passei tamanho volume de roupa (é verdade que eu ainda não passei – executarei a tarefa logo mais, ou não – se uma providência divina vier ao meu socorro). Entre todos os afazeres domésticos, é justamente este o que me tira completamente o sono. Ontem mesmo tive pesadelos … um amontoado de roupas, completamente amassado, me perseguia, clamando para ser passado. Medonho!
Mas, cá pensando com os meu botões – pregados em uma camisa perfeitamente passada pela Maria – eu não mereço essa maldita tarefa, mas o Jú também não merece usar uma camisa passada por mim, não é?

tem que tirar as pregas!!!
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