sexta-feira, 1 de abril de 2011

1º de abril, parte II

Em 1700 e bolinha, na época em que não existiam gays (ou melhor, época em que eles não saíam do armário), um jovem, com cerca de 15 anos, filho primogênito de uma família de tradição (mas cujas posses já minguavam), bimba total e sufocado pela dor decidiu dar uma basta à vida mentirosa que vivia.

  • Senhor, meu pai, falo com todo o respeito e espero ser ouvido assim como tal.
  • Diga meu filho, meu herdeiro, o que o aflige?
  • Preciso revelar um segredo, que pode abalar as estruturas de nossa família, pior, de nossa sociedade.
  • Não posso honrar o compromisso e me casar com a linda, fogosa, brilhante estadista e prendada filha do rei.
  • O quê? Como? Não há a mínima possibilidade disso acontecer.
  • Mas, meu senhor, preciso confessar algo que me corrói desde a infância. Quando menino eu adorava brincar de médico com os meus coleguinhas.
  • O quê? Meu filho!!!!
  • Isso mesmo. Não posso me casar com a princesa porque sou gay.
  • Hum … disse o pai
  • (Silêncio)
  • É por isso? (disse o pai). Pois bem, também farei uma revelação. Eu sou gay e ainda assim honrei com hombridade o compromisso firmado por minha família. Casei-me com sua mãe, sendo assim, você também há de casar.
  • Ohhhhhhh – em uníssono. Na sala, escutando furtivamente, estava a mãe e os empregados.

Enfim, vamos pular para o final da história … para que a fama do tal nobre não fosse para a lama, ele disse que se tratava de uma mentira. E, assim, o dia 1º de abril ficou marcado como o dia da mentira. The End.

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